domingo, 17 de maio de 2009

Blogagem coletiva





Infância, fase para alguns de doces lembranças,inocência e carinho.
Para outros, nem tanto, e ao que me parece uma minoria, de extremo horror.
A infância é uma fase de nossas vidas que nunca vai completamente embora. Fica ali, nem sei onde, esperando ser redescoberta, lembrada, reconhecida. Queiramos ou não.

Quando envelhecemos nos descobrimos gostando do sabor de alimentos que provamos anteriormente, lugares que escrutinamos na nossa curiosidade infantil. Fica como um lastro, uma plataforma da memoria, fazendo as vezes com que não saibamos de onde vem aquela sensação, boa ou ruim, de algo que revemos hoje.

Baseado neste sentimento que tenho sobre a infância, pergunto: quando a criança aprende as danças da estação, dancinhas da moda, tipo boquinha da garrafa, rebolando até o chão, e fazendo poses sensuais, em inocência infantil, quando ela crescer, e a inocência se for, e ela rever essas dancinhas, como será que vai ser? O que será o recall aí?

Vai lembrar da aprovação dos adultos, e achar que demonstrações explicitas de sensualidade e erotismo são agradáveis e boas, ou sentirá vergonha, por entender o que isso significa de verdade?

No caso de você ser um otimista e achar que o resultado será bom, uma visão livre do erotismo e sexualidade, nesse mundo que vivemos, uma exposição precoce à sexualidade, não é o que hoje já assistimos, incrédulos e impotentes?

Acho que está na hora de deixar as crianças serem só crianças, de criarmos limites ao que elas podem e não podem. Esse limite está nas nossas mãos.

Enquanto ontem a maioria desejava crescer para serem professoras, medicos, veterinários, etc, hoje, e principalmente as meninas, desejam ser bailarinas no faustão, fazer parte do Big Brother, serem modelos atrizes.

Da mesma forma essa erotização está destruindo a velhice das pessoas, impedindo-as de aceitarem a idade, a velhice , obrigando-as a terem aparência jovem e desejável.
Não deixemos que essa moda, essa linguagem erotizada, nem destrua a inocência da infância nem desvirtue as buscas da mocidade.

Até porque quem assite a execução das dancinhas, pode não estar vendo a inocência das crianças, pondo-as em séria situação de exposição e risco.

Quem aqui pode dizer com certeza o que será do amanhã?

Dia 28 escreverei sobre isso de novo,urge tomarmos conhecimento do o real porquê de existirem tantos outdoors,novelas e propagandas, que batem sempre no mesmo refrão,o erotismo .

Você pode até me dizer que todo mundo sabe,mas quem vai explicar isso ás crianças?

Precisamos tomar medidas quanto á isso.O que não será fácil pra ninguém.

Diga não, discuta, converse,vamos lutar para pôr outros valores na pauta da mídia.

O futuro agradecerá.


3 comentários:

Désir La Vie disse...

Pimenta,
Isso é caso sério!

Malditos publicitários(que me perdoe aqueles que possuem ética e boa intenção!)
Maldita mídia.

A televisão só vende felicidade e -muito, mas muito- sexo, hoje em dia. Ô pior é que o primeiro alvo dessa merda toda são as crianças.

É fácil, não precisa de muito esforço(é só colocar cores, bichinhos, etc), nossas crianças não tem poder de escolha ainda, tampouco criticidade.

Escrevi um pouquinho sobre isso lá no blog.
http://vanprates.blogspot.com/2009/05/vidas-nas-linhas-de-producao.html

Beijos

aluisio martins disse...

Eis o texto mais lúcido e claro que vejo tratar sobre a sociedade do espetáculo, indo desde a doce e pura idade até busca eterna pela juventude, já em idade avançada. Tenho filhas e me preocupo com isso. Sou um homem de meia idade e me preocupo tb. Esse recall que vc fala é exatamente isso. E já não sou tão otimista, apesar de achar que com consciência, introspecção e força de vontade, conseguimos nos livrar dessa violência. Contudo, pra que tanto sofrimento se podemos evitar, desde a infância que é quando nos formamos?
Parabéns mesmo pelas palavras
Grato

pimenta disse...

Pois é, a situação é difícil.Principalmente para nós que temos que formar jovens alertas e que não aceitem a imposição de valores pela midia,moda,sociedade,qualquer valor que não sejamos nós, nossos, e que nos prejudicam.Emocionalmente,
fisicamente e financeiramente, desde a infância.
Tenho dois meninos e uma menina.É ela quem mais sofre.
Bjo,
obrigado.

Arquivo do blog

NeoCounter